Reflexão e discussão sobre o papel da língua portuguesa no ensino em São Tomé e Príncipe

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Ana Vieira Barbosa https://orcid.org/0000-0002-3093-6809
Manuel Neto

Keywords

Abstract











O artigo analisa a formação histórica e o atual enquadramento linguístico de São Tomé e Príncipe, evidenciando a coexistência entre a variedade local do português — resultante da nativização e do contacto com crioulos — e o português europeu, que permanece como norma de escolarização.


Os autores descrevem como processos históricos (introdução do português, formação de crioulos, massificação escolar) originaram uma macrovariedade são-tomense do português com microvariedades internas. Examina-se o impacto dessa diversidade no sistema educativo: a adoção exclusiva da variedade europeia nos currículos e materiais didáticos gera discrepâncias entre a língua de ensino e a língua de convívio dos alunos, com consequências negativas para a aprendizagem de todos os conteúdos programáticos e em todos os níveis de ensino.


Argumenta-se que a falta de estudos sistemáticos sobre a variedade local impede a sua integração pedagógica e que a superação das dificuldades passa por aprofundar o conhecimento linguístico da variedade são-tomense e por repensar práticas curriculares e materiais didáticos, de modo a aproximar ensino e realidade linguística.











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